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| FORD ECOSPORT 2011 BUSCA ESTILO LAND ROVER PARA SE SOFISTICAR |
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WebMotors - Quem o vir de
traseira não vai notar diferença. Quem o vir de frente vai encontrar
uma coisa ou outra que chamará a atenção. Resumindo, o EcoSport 2011,
com sua grade dianteira de três barras e nome escrito sobre a grade, à
moda Land Rover, é um velho conhecido que, para se tornar mais
simpático e sofisticado, adotou o estilo da marca que a Ford vendeu à
Tata, oferece mais tempo de garantia e pesa menos no bolso.
Os
preços, a parte que mais interessa ao consumidor, estão até R$ 3.080
mais baixos que os dos modelos 2010. Isso em teoria, evidentemente.
Para um modelo desatualizado, valor de tabela é como conto de fadas. O
preço do modelo atual, portanto, deve se equiparar ao do modelo antigo
vendido com descontos.
A razão de a Ford tentar sofisticar o
EcoSport, ainda que oferecendo o veículo a preço mais baixo, é procurar
manter sua liderança e prepará-lo para a chegada de novos concorrentes.
Confirmado, até agora, só está o Renault Duster, que chega em 2011, mas
também podemos esperar pelo utilitário do Chevrolet Agile (Deus permita
que mais parecido com o conceito GPix do que com o hatch), pelo
Mitsubishi RVR, que deve ser vendido no Brasil como Outlander Sport,
por Nissan Juke e outros, como o já veterano Hyundai Tucson, veículo de
porte maior, mas vendido a preço cada vez mais acessível.
Vale
ressaltar que o EcoSport 2011 será o último modelo da atual geração, a
não ser que a Ford se resolva a oferecer no utilitário o excelente
motor 1,6-litro Sigma, como último suspiro. Um trunfo final diante de
concorrentes bem mais modernos, guardado para outro momento. O EcoSport
que chega às revendas na primeira quinzena de fevereiro continua com o
motor Zetec Rocam 1,6-litro e com o Duratec flex, de 2-litros.
A
próxima geração do EcoSport usará a mesma plataforma do novo Fiesta,
que deve chegar ao Brasil ainda este ano, importado do México (com
motor brasileiro, o Sigma, que é fabricado em Taubaté). No que se
refere ao futuro EcoSport, ele é esperado para 2012, no mais tardar
2013. A velocidade desse processo vai depender, evidentemente, do
sucesso dos competidores. Se o EcoSport atual continuar a enfrentar as
novidades com a mesma desenvoltura atual (sem competidores diretos), é
possível que a Ford resolva esticar sua vida. Sucesso aos concorrentes,
portanto.
Ao volante
Por dentro, o EcoSport 2011
não tem praticamente nada de novo, a não ser um novo grafismo do painel
e um apoio para o pé esquerdo na versão automática. Isso denota que o
modelo realmente está em compasso de espera pela nova geração, senão as
mudanças teriam sido mais ousadas.
O painel de instrumentos, por
exemplo, incorpora computador de bordo, mas o dispositivo foi apenas
encaixado no visor direito de cristal líquido, em posição de leitura
ruim para um equipamento com informações tão vitais, como consumo
instantâneo e autonomia. Melhor seria que o visor estivesse entre o
conta-giros e o velocímetro, como nos veículos da Volkswagen. Os
mostradores que hoje estão no meio do painel, o de temperatura e de
nível do combustível, poderiam assim ocupar os lugares das duas telas
de cristal líquido.
O volante tem apenas regulagem em altura. A
de distância faz falta. A ergonomia também sofre com a posição do
comando de seta, muito próximo do controle do rádio na coluna de
direção. É questão de costume, mas a proximidade das duas alavancas, no
início, traz algum desconforto.
Sem mudanças no espaço interno,
o EcoSport não deixa um passageiro alto viajar confortavelmente atrás
de um motorista de altura equivalente. Um dos dois vai sofrer,
especialmente em viagens longas. O porta-malas, de apenas 292 l, impõe
duas desvantagens. A primeira é o pouco espaço para bagagem e a
segunda, a abertura da porta, de lado. Assim como o suporte do estepe
do VW CrossFox, esse tipo de abertura exige um espaço de pelo menos 50
cm para poder abrir o porta-malas do utilitário. Para quem estaciona o
carro de ré, isso é um belo problema.
O acabamento, que já havia
melhorado bastante no modelo 2008, se mantém no mesmo nível do modelo
anterior. Nada de extraordinário, mas sensivelmente melhor do que as
capas plásticas dos modelos anteriores, que se soltavam sem muito
esforço.
Em termos dinâmicos, não há surpresas. Mesmos motores,
mesmo acerto de suspensão, mesmo centro de massa alto. O EcoSport
continua enfrentando ondulações e buracos com mais desenvoltura do que
um veículo de passeio normal, mas não o coloque em um atoleiro que, de
lá, ele não sai sozinho. A versão 4WD se sai pouca coisa melhor, mas
não tanto que justifique chamá-lo de um legítimo off-road.
Como
já dissemos no texto de apresentação do carro, o EcoSport 2011 fará
sucesso por ter mais tempo de garantia e por custar menos. Tudo o mais
a respeito do carro é notícia velha, algo que, para seus fãs, não é tão
mal quanto poderia parecer. Para os que não são tão afeitos ao carro, a
perspectiva de uma nova geração logo ali na esquina é sempre uma
esperança de mais opções.
FICHA TÉCNICA – Ford EcoSport 2011
| MOTORES | Quatro cilindros em linha, quatro tempos, SOHC (1.6) e DOHC (2.0), refrigerados a água, 1.598 cm³ (1.6) e 1.999 cm³ (2.0) | | POTÊNCIAS | 1.6: 101 cv (gasolina) e 107 cv (álcool) a 5.500 rpm; 2.0: 141 cv (gasolina) a 6.000 rpm e 146 cv (etanol) a 5.750 rpm | | TORQUES | 1.6: 142,2 Nm (gasolina) e 150,2 Nm (álcool) a 4.250 rpm; 2.0: 187,4 Nm (gasolina) a 4.750 rpm e 190,8 Nm (álcool) a 4.250 rpm | | ALIMENTAÇÃO | Injeção eletrônica de combustível | | CÂMBIO | Manual de cinco ou automático de quatro marchas | | TRAÇÃO | Dianteira ou nas quatro rodas (4WD) | | DIREÇÃO | Hidráulica progressiva | | RODAS | Dianteiras e traseiras em aro 15”, de aço ou de liga-leve, com opção de aro 16” para as versões 2.0 | | PNEUS | Dianteiros e traseiros 205/65 R15 com opção de pneus 205/55 R16 | | COMPRIMENTO | 4,24 m | | ALTURA | 1,68 m | | LARGURA | 1,98 m | | ENTREEIXOS | 2,49 m | | PORTA-MALAS | 292 l | | PESO (em ordem de marcha) | 1.176 kg a 1.373 kg | | TANQUE | 54 l | | SUSPENSÃO | Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com eixo de torção ou multilink, independente (4WD) | | FREIOS | Dianteiros com discos ventilados e traseiros com tambores | | CORES | Não divulgadas | | PREÇOS | R$ 49,9 mil (XL 1.6) a R$ 61,88 mil (4WD) |
Gustavo Henrique Ruffo viajou a Maceió a convite da Ford. |
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