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JORNEY, UM HONESTO 5 + 2
Divulgação

Agência AutoInforme - O Chrysler Journey não é um utilitário esportivo tradicional, tem características também de uma perua grande e alguns aspectos de van. A começar pela posição de dirigir, que não é tão alta como nos utilitários esportivos.

A altura do carro também é menor, ele é baixinho se comparado, por exemplo, à Captiva, da GM. Mas o comportamento dinâmico é bem parecido com o dos seus concorrentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É um legítimo 5 + 2, quer dizer: as duas pessoas a mais, que podem ser transportados com os bancos traseiros rebatidos, não se tornam passageiros de segunda categoria, como acontece em muitos carros do tipo 5 + 2. O terceiro banco é espaçoso, confortável e carrega bem dois adultos.

É verdade que a instalação dos bancos para o quinto e o sexto passageiros acaba com o espaço para bagagem. O porta malas fica muito reduzido: não dá pra carregar mais do duas ou três malinhas pequenas. Como os bancos sobressalentes são bem estruturados, também ocupam espaço quando desmontados, de forma que o bagageiro, mesmo com o uso de apenas cinco lugares, não é tão grande como, por exemplo, na Zafira. O projeto do Jorney na verdade privilegiou o conforto dos passageiros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O desenho é elegante e remete a robustez de natural de um carro desse tipo. No interior, a funcionalidade dos equipamentos contribui com o conforto dos passageiros. Os mostradores do painel têm luz verde, os comandos são simples e funcionais; o ar-condicionado, localizado na parte mais baixa do console, facilita o manuseio.

Feito para circular nos grandes centros urbanos, o Journey não apresenta dificuldades para realizar manobras na cidade. A direção eletro-hidráulica facilita as conversões nas ruas estreitas e as manobras de estacionamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O motor V6 2.7 a gasolina é mais do que suficiente para a proposta do carro. Responde bem nas arrancadas e retomas, é confortável na estrada, mas não dá pra dizer que é do tipo valentão. Digamos que é um carro para quem passou dos 30.

Apesar dos seus 185 cavalos, não dá pra esperar um comportamento esportivo do motor. Falta um pouco de força nas subidas, o câmbio automático - autostick - de seis marchas parece não conversar com o motor. As quase duas (1.940 quilos) toneladas do Journey também contribuem para a fadiga do motor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Journey chegou ao mercado brasileiro no final de 2008, era a grande sensação, pois tinha um preço competitivo. Já no primeiro mês vendeu 126 unidades e em dezembro chegou a 349 carros comercializados. Em 2009 a história é diferente: com a chegada de novos concorrentes, o Journey não conseguiu acompanhar o mercado. De janeiro a outubro vendeu 959 unidades, enquanto seus concorrentes - Captiva, C4 Grand Picasso, Santafé - superaram duas mil unidades.

O Journey está disponível somente na versão SXT, por R$ 99 mil.

Joel Leite e Ademir Gonçalves

 
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