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Agência AutoInforme
- O Symbol não tem a sofisticação de um premiun nome usado para
designar um carro que contenha itens de luxo. O acabamento interno é
simples, tem muitos detalhes de plástico e de tecido aveludado. O
desenho no interior tem um aspecto antigo o porta malas não tem
revestimento (como nos carros 1.0).
Mas
na hora de acelerar, o mais novo carro da Renault no Brasil mostra
competência: na avaliação que fizemos pelas ruas de São Paulo - e
também um trecho de estrada - ele mostrou ótimo comportamento dinâmico,
apesar de usar a velha plataforma do Clio sedã.

Com
o acelerador em baixa rotação, o carro apresenta bom desempenho, é
silencioso, ágil nas retomadas e arrancadas. O consumo não assusta: em
nosso teste o Symbol fez 8 km com um litro de álcool.
Na
estrada o Symbol parece outro carro: a valentia do motor aparece
rápido. O motor 16v tem bom torque, passa confiança nas ultrapassagens.
Mas a estabilidade não garante a segurança: em curvas mais fechadas é
visível a torção da carroceria, o carro não mantém a estabilidade.
Nas
retas, em velocidades a partir de 100 km/h, a direção inicia um
conjunto de problemas: trepida, vibra e fica leve, passando a sensação
de estar flutuando. Os pneus transmitem o atrito do solo, fazem muito
ruído.

O
desenho moderno, que mistura as linhas do antigo Laguna (na frente) e
do Mégane (na traseira), dão ao carro um aspecto conservador,
requintado e de bom tamanho. Os faróis grandes, com barras horizontais
cromadas sobre os para choques, são a impressão de que o carro é mais
largo do que realmente é.
O
Symbol tem um bom comprimento (4,26m) e um entre eixo de 2,47 metros,
medida de um sedã médio. Tanto os ocupantes da frente quanto os de trás
têm bom espaço para as pernas. Já a largura deixa a desejar. O banco
traseiro é ideal para duas pessoas, uma terceira passa aperto. Outro
ponto negativo para quem viaja atrás é a grande inclinação da coluna C,
que reduz a distância entre o teto e o banco. Uma pessoa de 1,75m tem
dificuldade para entrar no carro e a cabeça vai ficar bem próxima ao
teto.

O
interior tem porta-objeto no console central e porta-mapa das portas.
Os vidros dianteiros têm os comandos no apoio de braços da porta, já os
traseiros o acionamento é dificultoso, mesmo para quem vai atrás, pois
está localizado no túnel central, entre os bancos dianteiros. O
porta-malas é grande, ideal para carros dessa categoria: carrega
tranquilamente bagagem para cinco pessoas.
No
conjunto, o Symbol agrada, mas ainda está longe de ser o carro que vai
fazer a Renault dar um salto nas vendas no mercado interno.
Ademir Gonçalves, da Agência AutoInforme |